terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tubarões!

Olá! Eu sou o Flocos e esta é minha vida.

Tenho um livro sobre criação de roteiros guardado na estante da minha sala. Nunca terminei de lê-lo, confesso. Mas em um dos capítulos o escritor narra como decidir se uma cena permanece ou não no filme. É bem simples. Escolha a cena e analise os valores da vida do personagem no início e no fim dela. Compare-os. Se permanecem os mesmos, há duas coisas que podem ser feitas. Descarte ou altere.

Posso aplicar isso na vida também. Em fato, apliquei. E agora espero aprender algo novo todo dia. E quando chegar à noite quero saber que tenho uma novidade. Não precisa ser nada extraordinário. Uma receita. Uma palavra nova. Um fato curioso sobre o mundo. Basta apenas ser novo.

Não deveria escrever sobre tubarões. Tenho uma amiga com um medo gigantesco deles. É quase cinematográfico. Não pode nem ver fotos ou vídeos. Olha essa boca cheia de dentes!

É raro registros de morte por ataques de tubarão. De acordo com meu professor são registrados 100 ataques de tubarões ao ano no mundo inteiro. Ataques, não mortes. Tubarões não "gostam" da nossa carne. Eles precisam de muita caloria no alimento. E nossa carne, acreditem, não fornece isso a eles. Os ataques acontecem porque o que denominamos nadar é compreendido pelos tubarões como debater na água. E um animal se debatendo é presa fácil. Ele se aproxima das pessoas para verificar o que está se debatendo (nadando) e analisa a carne dando uma mordida. Ao perceber que não faz parte da sua dieta ele solta. Os dentes do tubarão além de pontiagudos, são "serrilhados". Por isso o estrago. 

Eles conseguem sentir uma gota de sangue em 300 metros e não enxergam como nós; possuem um narigão entre os olhos e por isso triangulam a posição da presa olhando com um olho por vez. Não são bons em perceber profundidade. São rápidos e tentar fugir de um tubarão em alto mar é meio idiota. Ficar parado também. Mas se permanecer como se estivesse de pé, ele pode pensar que é um animal grande e ir embora. A história de dar um soco no nariz do tubarão é real, pode fazer ele sair de perto; não há garantias que não irá voltar. Também é preciso ser um soco forte, dentro da água, no nariz de um tubarão; a boca fica logo abaixo.

A nadadeira caudal heterocerca deles permite nado em águas bem rasas e alguns podem subir rios para desova. Isto intensifica o medo existente de qualquer um. Mas para 100 ataques de tubarão no mundo. São 100 milhões de tubarões mortos ao ano. Existe uma prática de remoção das barbatanas dos animais para consumo. Elas são caríssimas. O tubarão é pescado, as barbatanas removidas e atirado de volta ao mar, alguns ainda vivos. A carne do tubarão é considerada de baixo valor e o transporte não se justifica. Carregar apenas as barbatanas é mais leve e mais lucrativo. Também é uma prática hedionda porque abala o ecossistema e pode extinguir esses animais. Além disso, descartar a carne intensifica o horror da prática quando se volta para a questão de um mundo que ainda enfrenta a fome. 

Poucos querem ver um tubarão quando vão a praia. Mas aquele que ver deve sempre lembrar que o tubarão não é a fera dos mares

V. Flocos.

PS.: Reino animal/filo cordados/subfilo vertebrados/superclasse peixes/classe condrictes/tubarão.